30 de jun de 2009

DESPEDIDA DA DRA. CIDA



Tenho a honra enternecida
E o privilégio de dizer
Que foi um grande prazer
Conhecer Doutora Cida

Durante toda sua vida
Só o bem soube fazer
Tendo de Deus a mercê
De bem fazer sua lida

Hoje tem missão cumprida
Fez por onde merecer
Distribuindo o seu saber
Curando qualquer ferida

Parecia ser uma sina
No Banco da Amazônia
Com vigor e parcimônia
Exerceu bem a medicina

Não dá nem pra acreditar
Que hoje está nos deixando
Mas sei de vez em quando
Aqui virá nos visitar

E quando no Banco entrar
Só trará muita alegria
Saúde, paz e euforia
Ela sempre vai nos dar

A esta mulher querida
Temos que agradecer
E bem mais alto dizer
Obrigado Doutora Cida.

Tarciso Coelho

Belém (PA), 20.06.2009

14 de jun de 2009



Cidadã Cratense

Nascida em Independência (CE), em 22.11.1924, filha de Raimundo Braz de Oliveira e Maria Gonçalves de Oliveira, foi para Crateús (CE), então aos sete anos de idade, para residir com seus tios Joaquim e Zezinha, os acompanhando quando da transferência da família para o Crato, em 1937. Seus tios Joaquim e Zezinha foram genitores de vários filhos que se tornariam ilustres, dentre os quais destaco o saudoso Dr. Raimundo Coelho Bezerra de Farias, médico e político que exerceu importantes cargos como os de Deputado Federal Constituinte, Secretário de Saúde do Estado do Ceará e Prefeito Municipal do Crato.

Acolhida no seio daquela importante família, viveu até se casar em 1943 com o Varzealegrense Manoel Sampson Bezerra, partindo com o mesmo para Aba da Serra, zona rural de Várzea Alegre (CE), onde deram início à vida conjugal que resultou na descendência de 77 pessoas, entre 13 filhos, 36 netos, 26 bisnetos e 02 tataranetos, sem contar, ainda, com mais 02 bisnetos atualmente por virem.
Como diz nossa irmã Ana Cristina: “Uma descendência invejável para qualquer família e orgulho para nossa”.

É com alegria que faço o registro do aniversário, hoje, da nossa sobrinha Bruna Laíssa Coelho Sidrin Tavares, filha de nossa irmã caçula, Tereza Cândida, que foi um grande presente para mamãe ao nascer na mesma data de seu aniversário.
Durante os 13 anos vividos na Aba da Serra mamãe foi dona de casa, agricultora e professora estadual e papai foi agricultor e vereador.
Em 1956 se transferiram para Cedro (CE), em busca de melhores estudos para os seis filhos de então. Naquela cidade mamãe continuou dividindo os afazeres do lar com os de professora e papai foi enfermeiro, dono de farmácia, vereador e fiscal da Fazenda Estadual.

Voltaram a residir no Crato em 1970, com treze filhos, dois já casados, e alguns netos, onde mamãe, já professora aposentada, continuou com os afazeres do lar e papai como cobrador de impostos até o último dia de sua vida.
Sempre que nosso pai se referia aos filhos, dizia: “Tenho 13 filhos e nenhum problema”, numa negação ao dito de que: “Em toda família tem uma ovelha negra”. Embora a modéstia me impeça de tecer comentários sobre nós, permito-me afirmar que não conhecemos ovelhas negras na descendência de Cândida e Manoel, cujos 13 filhos se tornaram pais ou mães e cidadãos ou cidadãs de condutas ilibadas.

Hoje não sinto clima para tristeza, nem para aqui relatar as dificuldades que Cândida e Manoel enfrentaram durante os 44 anos de convivência conjugal, só terminada com o falecimento de nosso saudoso pai em 1987. Sinto sim, o clima festivo em ver uma tão importante e tri-centenária comunidade como a do Crato, reconhecer a importância desta mulher, que na década de 1930 viu ser erigida na bela Praça Francisco Sá, a Coluna da Hora, que é encimada pelo Cristo Redentor, ícone da fé e religiosidade cratenses, e que tem em seu pedestal a inscrição: “Sede bem vindo, nesta terra há sempre lugar para todas as pessoas de boa vontade”, o que confirma a hospitalidade de seu povo.

E você, mamãe, foi bem vinda, tão bem vinda que hoje estes nobres vereadores, legítimos representantes de todos os Cratenses, lhes outorgam o título de Cidadã Cratense, o que a coloca em igualdade com pessoas como Alexandre Arraes, Bárbara de Alencar, Pinto Madeira, Monsenhor Rocha e todas as pessoas que, por berço ou por adoção, podem ostentar o honroso título de Cidadão ou Cidadã Cratense.

Cândida, dona de casa, agricultora, professora e esposa de Manoel, com o qual teve 19 filhos e conseguiram criar, com grande amor e sabedoria, os 13 aqui presentes.
É esta a mulher hoje homenageada.
Agradeço, em meu nome e em nome dos meus irmãos, a esta Casa, que um dia abrigou nossa saudosa Tia Dandinha, ilustre Vereadora, professora e poetisa Bernardina Villar Costa, e que leva o nome do nosso parente, também saudoso e inesquecível Vereador José Valdevino de Brito, pela imensa alegria de ver nossa mãe ser alvo do tão importante título, neste dia em que completa 83 anos de exemplar e produtiva existência.

E para terminar permitam-me recitar os versos que um dia escrevi para definir nossa mãe:


Quem é a mulher?

É a mais singela figura
Deus a fez bela e frágil
Mas com muita formosura
Para que ela fosse ágil
Em continuar sua Criatura
Sendo mãe de homem e mulher
Perpetuar a Humanidade
Com saber, amor e fé
Quer no campo ou na cidade
Com certeza a mulher
Tem grande capacidade
E para ser mais poderosa
Não precisa se esforçar
Pois traz consigo o dom
De a todos sempre amar.

Tarciso Coelho
Crato (CE), 22.11.2007




Luiz Tarciso Coelho Bezerra, Técnico em Contabilidade, estudante de Administração, bancário e poeta. Publicou o livro de poesias Liberdade, Picos (PI), em 2002, tem vários trabalhos publicados em revistas e periódicos nacionais (Revistas PREVI e De Repente), participou da Antologia Upeana I, Picos (PI), em 2005, da I Antologia Literária da Região do Arari – Marajó, Soure (PA), em 2007, da II Antologia Literária do Marajó, Soure (PA), em 2008. Foi premiado com o soneto: Cândida, és Mãe, pela Litteris Editora, Rio de Janeiro, 2008, cuja poesia consta na Antologia Literária: Um Soneto para Machado de Assis, publicada em comemoração aos 100 anos de morte do maior escritor brasileiro. É membro da União Picoense de Escritores – UPE – Picos (PI) e do Clube do Poeta e do Escritor Marajoara – CPOEMA – Soure (PA).

Agradeço a Deus, aos meus pais Cândida e Manoel, aos meus filhos Bruno, Sampson, Tarcisinho e Ariadne e a minha neta Camila, que me inspiram a sonhar com um Mundo mais justo, ordeiro e pacífico e a Humanidade mais consciente, livre e feliz.

A Empresa Sentimental

A Empresa Sentimental

Em alguns temas de minhas palestras ou textos nesta coluna, abordo um tema singular ao qual chamo de EMPRESA SENTIMENTAL. Mas na realidade o que é uma EMPRESA SENTIMENTAL e quais o seus atributos?
Bom, em primeiro lugar estou usando este termo para tentar descrever a empresa do próximo milênio e algumas atitudes para sobreviver neste mundo em constante ebulição e transformação. Falo em terceiro milênio, pois nos próximos anos deixaremos em imagens do passado uma revolução de novos conceitos de vida e atividades empresarias, iniciadas na década de setenta. Eram os tempos de Beatles, movimento hippie, entre outras manifestações políticas e sociais. Nascia nesta época o conceito de ALDEIA GLOBAL, ou simplesmente, da globalização, ou seja, um mundo sem fronteiras físicas, um mundo novo repleto de novas informações, assim como sonhou John Lennon na música Imagine.
Quando nos deparamos com a velocidade das transformações e degustamos avidamente novas informações, descobrimos que o mundo em que vivíamos mudou e que as empresas precisam se adaptar a estes novos conceitos.
Uma simples leitura através dos tempos nos leva a rever os conceitos de empresa para os próximos anos, e quando digo próximos, leia-se, talvez, no máximo em cinco anos. Sindicatos, patrões, empregados, trabalho semi-escravo, indústrias em plena produção, salário e banco de horas, deixam de ser palavras chaves do dia a dia das empresas, para serem substituídas por outras mais interessantes.
Na empresa sentimental estas palavras serão substituídas por ouvidores empresariais, parceiros de negócios, núcleos produtivos, trabalho agradável, trabalhando com humor, qualidade total, produção dedicada e desempenho aprimorado. Os empresários do próximo milênio deverão apresentar a sua empresa como uma extensão do seu lar, com seus confortos, com o desenvolvimento humano e social a pleno vapor. Muitas vezes, como já ocorre com alguma certa frequência em determinados países, aquele escritório bonito na Avenida Paulista irá para dentro da casa do indivíduo e com um outro endereço. Condomínio dos Ilustres, Rua dos Araçás, casa 903, Atibaia, Interior de São Paulo. Tudo em nome do bem estar do profissional polivalente, dedicado e amigo da empresa. Um indivíduo mais saudável e que rende muito mais.
Na Empresa Sentimental, o profissional do terceiro milênio irá usufruir benefícios jamais imaginados, tais como:
Café da manhã com diretores, gerentes e chefes das equipes
Creches lar
Departamento Social
Departamento de Humor
Dias de humor
Escola complementar para os filhos dos empregados
Ginástica na empresa antes do início das atividades
Horário flexível
Mais espaço para novas idéias
Momentos de lazer no decorrer do dia
Música ambiente
Novos cargos com características tecnológicas avançadas
Parque tecnológico avançado
Pausas para relaxamento
Programas de saúde
Ticket lazer
Treinamento sobre sobrevivência entre outras tendências.
A empresa sentimental será na verdade uma empresa super agradável, extremamente competitiva, saudável e com excelentes resultados financeiros, pois ela coloca o ser humano em primeiro lugar. Buscar satisfazer o seu cliente interno é o ponto primordial da empresa sentimental na conquista de novos nichos de mercados. É pura sobrevivência.
Alguns empresários deverão deixar de lado a frieza das paredes brancas ou chãos de fábricas sem vida e repensar normas e atitudes da sua empresa. Não dói nada lembrar que, mesmo com o parque tecnológico mais avançado do mundo, ainda será preciso o toque do ser humano para movimentar máquinas e equipamentos ao apertar um botão.
Para finalizar, apenas um recadinho. Muitos empresários tem visão. Poucos administração.
(Adonai Zanoni)

Trate sempre os seus funcionários exatamente como quer que eles tratem os seus melhores clientes (Stephen Covey).

Fortaleza (CE), 13.01.01
Luiz TARCISO Coelho Bezerra
garimpo@uol.com.br

Patativa do Assaré e Assaré do Patativa

Nasceu, viveu e cresceu
Naquela pequena cidade
Cantou o Sertão como seu
Com toda simplicidade
Até ganhou belo nome
Ainda em pequena idade
De Patativa do Assaré
Poeta de fé e sabedoria
Que com seu canto alegre
Tornava belo o quanto dizia

Já que foi para o Céu
Encontrar o Pai Criador
Deixou aqui seu cordel
Com alegria e amor
E sua pequena cidade
A qual tanto homenageou
De Assaré do Patativa
Seu novo nome ganhou
Prestigiando de forma afetiva
O Poeta que Deus lhe tirou

(08.07.2003-Um ano sem Patativa do Assaré).
Tarciso Coelho, julho/2003

Princípios Dos 4 H Do Ser Humano De Qualidade

Princípios Dos 4 H Do Ser Humano De Qualidade

Humildade;
Humanidade;
Honestidade;
Humor.

(Programa de Qualidade).

Ser a imagem e semelhança de Deus, não é um privilégio. Ao invés disso, é um compromisso de amor para com a Humanidade e todos os demais seres da Criação (Gandhi).

Fortaleza (CE), 20.01.01
Luiz TARCISO Coelho Bezerra
garimpo@uol.com.br

Diferença entre Poesia e Poema

Ariadne,
Papai, Qual a diferença entre poesia e poema?

Resposta:
Poesia: 1-Arte de escrever em verso. 2-Composição poética de pequena extensão.
Poema: 1-Obra em verso. 2-Composição poética de certa extensão, com enredo.

"Você" é poesia...
"Sua vida" é poema...

Beijos e abraços.
Papai.
Soure (PA), 15.12.2007

III ANTOLOGIA LITERÁRIA DO MARAJÓ

Luiz Tarciso Coelho Bezerra, Técnico em Contabilidade, estudante de Administração, bancário e poeta. Publicou o livro de poesias Liberdade, Picos (PI), em 2002, tem vários trabalhos publicados em revistas e periódicos nacionais (Revistas PREVI e De Repente), participou da Antologia Upeana I, Picos (PI), em 2005, da I Antologia Literária da Região do Arari – Marajó, Soure (PA), em 2007, da II Antologia Literária do Marajó, Soure (PA), em 2008. Foi premiado com o soneto: Cândida, és Mãe, pela Litteris Editora, Rio de Janeiro, 2008, cuja poesia consta na Antologia Literária: Um Soneto para Machado de Assis, publicada em comemoração aos 100 anos de morte do maior escritor brasileiro. É membro da União Picoense de Escritores – UPE – Picos (PI) e do Clube do Poeta e do Escritor Marajoara – CPOEMA – Soure (PA).

Agradeço a Deus, aos meus pais Cândida e Manoel, aos meus filhos Bruno, Sampson, Tarcisinho e Ariadne e a minha neta Camila, que me inspiram a sonhar com um Mundo mais justo, ordeiro e pacífico e a Humanidade mais consciente, livre e feliz.

Cidadã Cratense

Nascida em Independência (CE), em 22.11.1924, filha de Raimundo Braz de Oliveira e Maria Gonçalves de Oliveira, foi para Crateús (CE), então aos sete anos de idade, para residir com seus tios Joaquim e Zezinha, os acompanhando quando da transferência da família para o Crato, em 1937. Seus tios Joaquim e Zezinha foram genitores de vários filhos que se tornariam ilustres, dentre os quais destaco o saudoso Dr. Raimundo Coelho Bezerra de Farias, médico e político que exerceu importantes cargos como os de Deputado Federal Constituinte, Secretário de Saúde do Estado do Ceará e Prefeito Municipal do Crato.
Acolhida no seio daquela importante família, viveu até se casar em 1943 com o Varzealegrense Manoel Sampson Bezerra, partindo com o mesmo para Aba da Serra, zona rural de Várzea Alegre (CE), onde deram início à vida conjugal que resultou na descendência de 77 pessoas, entre 13 filhos, 36 netos, 26 bisnetos e 02 tataranetos, sem contar, ainda, com mais 02 bisnetos atualmente por virem.
Como diz nossa irmã Ana Cristina: “Uma descendência invejável para qualquer família e orgulho para nossa”.
É com alegria que faço o registro do aniversário, hoje, da nossa sobrinha Bruna Laíssa Coelho Sidrin Tavares, filha de nossa irmã caçula, Tereza Cândida, que foi um grande presente para mamãe ao nascer na mesma data de seu aniversário.
Durante os 13 anos vividos na Aba da Serra mamãe foi dona de casa, agricultora e professora estadual e papai foi agricultor e vereador.
Em 1956 se transferiram para Cedro (CE), em busca de melhores estudos para os seis filhos de então. Naquela cidade mamãe continuou dividindo os afazeres do lar com os de professora e papai foi enfermeiro, dono de farmácia, vereador e fiscal da Fazenda Estadual.
Voltaram a residir no Crato em 1970, com treze filhos, dois já casados, e alguns netos, onde mamãe, já professora aposentada, continuou com os afazeres do lar e papai como cobrador de impostos até o último dia de sua vida.
Sempre que nosso pai se referia aos filhos, dizia: “Tenho 13 filhos e nenhum problema”, numa negação ao dito de que: “Em toda família tem uma ovelha negra”. Embora a modéstia me impeça de tecer comentários sobre nós, permito-me afirmar que não conhecemos ovelhas negras na descendência de Cândida e Manoel, cujos 13 filhos se tornaram pais ou mães e cidadãos ou cidadãs de condutas ilibadas.
Hoje não sinto clima para tristeza, nem para aqui relatar as dificuldades que Cândida e Manoel enfrentaram durante os 44 anos de convivência conjugal, só terminada com o falecimento de nosso saudoso pai em 1987. Sinto sim, o clima festivo em ver uma tão importante e tri-centenária comunidade como a do Crato, reconhecer a importância desta mulher, que na década de 1930 viu ser erigida na bela Praça Francisco Sá, a Coluna da Hora, que é encimada pelo Cristo Redentor, ícone da fé e religiosidade cratenses, e que tem em seu pedestal a inscrição: “Sede bem vindo, nesta terra há sempre lugar para todas as pessoas de boa vontade”, o que confirma a hospitalidade de seu povo. E você, mamãe, foi bem vinda, tão bem vinda que hoje estes nobres vereadores, legítimos representantes de todos os Cratenses, lhes outorgam o título de Cidadã Cratense, o que a coloca em igualdade com pessoas como Alexandre Arraes, Bárbara de Alencar, Pinto Madeira, Monsenhor Rocha e todas as pessoas que, por berço ou por adoção, podem ostentar o honroso título de Cidadão ou Cidadã Cratense.
Cândida, dona de casa, agricultora, professora e esposa de Manoel, com o qual teve 19 filhos e conseguiram criar, com grande amor e sabedoria, os 13 aqui presentes.
É esta a mulher hoje homenageada.
Agradeço, em meu nome e em nome dos meus irmãos, a esta Casa, que um dia abrigou nossa saudosa Tia Dandinha, ilustre Vereadora, professora e poetisa Bernardina Villar Costa, e que leva o nome do nosso parente, também saudoso e inesquecível Vereador José Valdevino de Brito, pela imensa alegria de ver nossa mãe ser alvo do tão importante título, neste dia em que completa 83 anos de exemplar e produtiva existência.
E para terminar permitam-me recitar os versos que um dia escrevi para definir nossa mãe:

Quem é a mulher?

É a mais singela figura
Deus a fez bela e frágil
Mas com muita formosura
Para que ela fosse ágil
Em continuar sua Criatura
Sendo mãe de homem e mulher
Perpetuar a Humanidade
Com saber, amor e fé
Quer no campo ou na cidade
Com certeza a mulher
Tem grande capacidade
E para ser mais poderosa
Não precisa se esforçar
Pois traz consigo o dom
De a todos sempre amar.

Tarciso Coelho
Crato (CE), 22.11.2007

O Melhor Povo do Mundo

Os Norte-Americanos usam a expressão “do mundo” para colocar no pedestal mais alto certas pessoas ou coisas que pela sua grandeza mereçam lugar de destaque, chegando até ao contraditório de intitular um pequeno de seus municípios como a “maior cidade de pequeno porte do mundo”.
Nós, Brasileiros, não ficamos atrás, pois temos o maior atleta do mundo (Pelé), o maior cestinha do mundo (Oscar), o maior rio permanente do mundo (Amazonas - Amazonas), o maior rio seco do mundo (Jaguaribe – Ceará), o maior São João do mundo (Campina Grande – Paraíba ou Caruaru – Pernambuco, há controvérsias), o maior teatro ao ar livre do mundo (Nova Jerusalém – Pernambuco), o maior carnaval do mundo (Rio – Rio de Janeiro ou Salvador – Bahia, há controvérsias) e tantas outras coisas maiores do mundo.
Ontem, 22.07.2006, fui ao Maracanã do Samba, em Soure (PA), Ilha do Marajó, onde resido, assistir ao Brasilândia – O Calhambeque da Saudade, cuja aparelhagem de som foi alvo recente de destaque no Programa Central da Periferia, apresentado por Regina Casé, na Rede Globo de Televisão. Ali, diante de uma demonstração de grande alegria de todos, fui levado a refletir sobre saudosismo. A maioria das pessoas quando quer se referir a coisas boas do passado costuma ressalvar: “não é por que eu seja saudosista não, mas carnaval bom era no tempo das marchinhas e dos corsos pelas ruas das cidades, festa boa era com orquestra e muita valsa e bolero e outras coisas parecidas”. Embora pareça receio em assumir ter sido feliz, confirma o dito de Nelson Motta de que “a contemporaneidade tira a importância do fato”. Tenho saudade, sim, e muita, de tudo que bom vivi nestes cinqüenta e poucos anos e que, se beneficiado pela bondade de Deus, viveria mais outro meio século. O próprio Calhambeque da Saudade é uma saudade do calhambeque de Roberto Carlos dos anos sessenta, que por sua vez já era uma saudade do antigo calhambeque Ford de bigode dos anos 30. Quem não lembra que na música tem uma buzina bip, bip e outra já de sonoridade moderna? Acredito que era uma forma do Rei viver o novo agarrado no velho.
O Brasil e o Povo Brasileiro parecem ter maior proteção Divina. Nosso território tem sido isento de grandes catástrofes (terremotos, furacões, tempestades, etc.) e nosso povo tem sido feliz vivenciando as boas e simples coisas do dia-a-dia, do jeito que Deus permite. Talvez seja por isso que insistimos em dizer que Deus é Brasileiro.
Portanto, se Deus é Brasileiro, com certeza o Brasil tem O Melhor Povo do Mundo.

Tarciso Coelho
Soure (PA), 23.07.2006.

João Broa e Cláudia Raia

Gosto de tomar umas
Na hora que estou à toa
E para bater um bom papo
Encontrei pessoa boa
Lá no bar do Papagaio
Tava o amigo João Broa

Do lado de sua pessoa
Só posso me alegrar
Ele conta umas histórias
Que é pra rir não pra chorar
Acredite que ele disse
Que com a Cláudia vai casar

Se é sorte ou se é azar
O casamento não sei
Só sei que o João Broa
Parece até que é rei
Pra querer a Cláudia Raia
Como pode um cabra feio?

Mas digo sem ter receio
E sem medo de errar
Se ganhar na mega sena
Pra mulher ele bancar
Pode até ser que um dia
Venha com a Cláudia casar

Tarciso Coelho,
Soure (PA), 18/03/2008

Tonga da Mironga

O Tonga é um Prefeito
Que sabe administrar
Põe o pequeno na escola
E o grande pra trabalhar
E no seu fim-de-semana
Vai pra Mironga criar

Cria galo e cria galinha
Cria touro e cria vaca
Ainda faz o melhor queijo
Que é vendido na praça
E seu rebanho de búfalo
Pertence à melhor raça

Nesta Ilha do Marajó
Soure a mais bela cidade
O povo lhe sufragou
Pela sua capacidade
De fazer governo bom
Pra nossa comunidade

Quando o turista aqui chega
E ver tudo bem arrumado
Pensa logo que este povo
Vem sendo bem governado
Pelo o Tonga da Mironga
Que pelo povo foi aclamado

Carlos Augusto Nunes Gouvêa
É o seu nome batismal
Mas pra governar seu povo
Ele é sempre informal
Pois é simples e sem orgulho
Seja Círio ou Carnaval

Por isso o nosso Tonga
É Tonga no dia-a-dia
Tem o seu trabalho sério
Mas sempre tem alegria
Pra conviver com seu povo
Com muita paz e harmonia.

Soure (PA), 20/10/2006

A Tinta Branca dos Anos

Se pintasse o meu cabelo
e todo meu corpo se renovasse
eu pintaria com muito zelo
cada fio que branco ficasse
mas como só muda a aparência
me nego com veemência
aos outros causar engano
e por Jesus juro não vou apagar
o que Deus me pintou
com a tinta branca dos anos.

Tarciso Coelho, 2006

Cândida, És Mãe!

Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
És na terra exemplo de vida e vigor
Esbanjas bondade, carinho e amor
Por Deus criada és a bela escultura

Singela, eleva-se fina e alva figura
Como flor de maior alvura e maior odor
Dando ao jardim o máximo esplendor
E à terra o maior exemplo de criatura

Última indumentária dos viventes
Ao deixares tantos mortais Carentes
Quando um dia te vestirem uma mortalha

Mas se deixas tantos sobreviventes
Ao final dirão todos os presentes
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!

Tarciso Coelho, 30.01.2008.

Frases

A LUZ sempre alumia, a FÉ sempre confia, a PAZ sempre acalma, a ESPERANÇA sempre alcança e o AMOR nunca falha (Tarciso).

Amar é doar-se sem pensar em outra recompensa que não seja só o prazer de amar (Tarciso).

Antes honesto necessitado que rico desonrado (Tarciso).

Até quando a maioria dos sistemas de governo vai continuar sendo uma constante migração do pouco de muitos para muito poucos? (Tarciso).

Capitalismo: Pouco de muitos para muito poucos (Tarciso).

Coragem não é ausência de medo; é sim, presença de valentia mesmo quando o medo tenta nos dominar (Tarciso).

Deus está no Céu, na Terra e em toda parte. Pena que muitos não conseguem vê-lo (Tarciso).

E disse um Errante a outro Errante: - Nada nos ensina mais que a poeira da estrada (Tarciso).

Ética é uma junção de atitude e procedimentos de homens e mulheres que respeitando a si, aos outros e à Natureza tornam o planeta melhor habitável pelos verdadeiros donos mundo, que são nossos filhos, e poderão torná-lo mais justo, ordeiro e pacífico e a Humanidade mais consciente, livre e feliz (Tarciso).

Mudar e viver, morrer jamais (Tarciso).

Na aridez da mentira pode existir grande potencial destruidor (Tarciso).

Nada sabe quem não sabe que sabe (Tarciso).

Não brinque em trabalho, mas trabalhe brincando (Tarciso).

Não ouso acreditar que sei quem sou mas procuro a cada dia aprender um pouco de mim (Tarciso).

Nas coisas feitas com amor, mesmo quando pequenas, é que podemos ousar em querer melhorar o mundo (Tarciso).

O Nordestino, que vive causticado pelo sol tremente, às vezes é surpreendido pela chuva e mergulhado sob as águas (Tarciso).

O que se leva da vida é o que se deixa (Tarciso).

O respeito a si, aos outros e à Natureza é a forma de cidadania de maior singeleza (Tarciso).

O sucesso é a conseqüência natural do trabalho sério, honesto e abnegado (Tarciso).

O sucesso é a realização do querer incontido (Tarciso).

Qualquer filosofia que tenha o ensinamento central de que o homem é filho de Deus; é digna de ser seguida e estudada (Tarciso).

Que no Terceiro Milênio o Mundo seja mais justo, ordeiro e pacífico e a Humanidade mais consciente, livre e feliz (Tarciso).

Reinventar a roda não tente; vá em frente que atrás vem gente (Tarciso).

Ser poeta é ter sempre um jeito bonito de ver as coisas (Tarciso).

Somos todos vendedores. Até quando vendemos apenas nossa própria imagem (Tarciso).

Sonhar é viver; mas enquanto não podemos viver, plenamente, continuemos sonhando (Tarciso).

Todo homem tem seu valor; preço, só os que se vendem (Tarciso).

Trate bem o seu cliente. Pode ser que assim ele acredite que você precisa dele (Tarciso).

11 de jun de 2009

Última namorada


III ANTOLOGIA




Luiz Tarciso Coelho Bezerra, Técnico em Contabilidade, estudante de Administração, bancário e poeta. Publicou o livro de poesias Liberdade, Picos (PI), em 2002, tem vários trabalhos publicados em revistas e periódicos nacionais (Revistas PREVI e De Repente), participou da Antologia Upeana I, Picos (PI), em 2005, da I Antologia Literária da Região do Arari – Marajó, Soure (PA), em 2007, da II Antologia Literária do Marajó, Soure (PA), em 2008. Foi premiado com o soneto: Cândida, és Mãe, pela Litteris Editora, Rio de Janeiro, 2008, cuja poesia consta na Antologia Literária: Um Soneto para Machado de Assis, publicada em comemoração aos 100 anos de morte do maior escritor brasileiro. É membro da União Picoense de Escritores – UPE – Picos (PI) e do Clube do Poeta e do Escritor Marajoara – CPOEMA – Soure (PA).




Agradeço a Deus, aos meus pais Cândida e Manoel, aos meus filhos Bruno, Sampson, Tarcisinho e Ariadne e a minha neta Camila, que me inspiram a sonhar com um Mundo mais justo, ordeiro e pacífico e a Humanidade mais consciente, livre e feliz.