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10 de mai. de 2021



Mamãe,

Mais um dia das mães sem aproximação. 
Embora já tenha tomado a segunda dose da vacina, ainda não me sinto seguro para sair de casa, por medo desse vírus que teima em causar tanta doença. Quando criança tive a maioria das doenças que existiam e a todas sobrevivi, mas sempre tive muito medo de morrer e tinha medo de dizer por achar que se dissesse realmente morreria. 
Ia enganando o medo e vencia a doença com seus remédios caseiros, sempre milagrosos, uma colherada de um lambedor ou qualquer mezinha, acompanhada do seu incentivo: beba meu filho, gut, gut, que é um santo remédio... A fé aumentava e iam embora mais uma gripe, catapora, sarampo ou caxumba.
Fico aqui torcendo para que essa Pandemia se acabe e com todos já vacinados, possamos fazer um grande encontro para comemorar o milagre da vida.

(09/05/2021)


Agradeço sua visita. 
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24 de ago. de 2009

Arrumando a casa...


(Na foto Rafael, já com 31 anos e o sobrinho Lucas)

No dia do aniversário de mês da morte do nosso pai, nós viajamos todos para o sítio Canindezinho, onde foi celebrada a missa. Minhas tias de Fortaleza e outros parentes estavam todos lá. Minha tia Eliane, que a gente carinhosamente chama de "Nenem" veio também. E depois da missa fomos todos para o Crato, a 13 km da minha casa em Juazeiro do Norte.

Como ela nunca tinha me visitado, aproveitei a viagem e chamei pra ela ir comigo, conhecer nossa casa. Ela aceitou e eu dei um jeitinho de telefonar pra Rafael, sem ninguém ouvir e pedi pra ela dar uma arrumada na casa, que devia estar de "cabeça pra baixo". Ele como sempre muito atencioso, se prontificou a fazer o serviço. Quinze minutos depois nós estávamos lá e me admirei de como estava tudo tão arrumadinho, mas fiquei calada, claro. Ele tinha 10 anos, na época.

Conversa vai, conversa vem, fomos sentar as duas, num banquinho em baixo da mangueira e foi ai onde ela falou uma coisa que nunca esqueci:

- Mas o Rafael é um menino muito atencioso. Assim que cheguei ele me falou: - Tia Neném, desculpa se não está tudo arrumado, mas quando a minha mãe telefonou foi muito em cima. Só deu pra eu enfiar tudo dentro do gurda roupa dos quartos.

Ai, meu Deus! quase não acreditei! rsrsrsrs Ainda bem que era gente de casa, minha tia.

E no dia seguinte, de toda porta que eu abria caia uma "trouxa", com toalha molhada, tênis, livros, etc, etc ...