28 de mai de 2014

Participação no site da PREVI


Na foto, recebendo homenagem em Cedro-Ce.


Tarciso Coelho- Participação no site da PREVI


Luiz Tarciso Coelho tem uma história de vida intimamente ligada ao Banco do Brasil (BB). Depois de 27 anos trabalhando na instituição, ele se aposentou, procurando descansar. Mas o amor pelo trabalho falou mais alto: mesmo aposentado, ele prestou concurso público e voltou a atuar no BB há cerca de um ano e meio. Grande contador de histórias, Tarciso é, também, um poeta e cordelista de mão cheia.

Nascido em Várzea Alegre (CE), Tarciso conta, com orgulho, que andou por todo o Brasil trabalhando pelo banco como auditor. Além dos nove anos em auditoria, ele foi posto efetivo, caixa executivo, supervisor, gerente adjunto e gerente. Na primeira passagem pelo banco.

“Durante todo esse período, trabalhei em mais de 140 agências. Muitas vezes participei de cursos onde perguntavam aos colegas por quantas agências tinham passado. A maioria das pessoas falava números em torno de quatro, cinco... Quando era minha vez e eu dizia 140, todos se assustavam. Mas eu explicava que era por conta das auditorias”, lembra.

Quando se aposentou, Tarciso decidiu passar um tempo no Pará. Lá, descobriu concurso para o Banco da Amazônia. Prestou a prova e foi aprovado. Trabalhou por seis anos, mas nunca se esqueceu da terra natal. “Eu andava pelo mundo todo e sempre pensava no Ceará”, diz.

E, por isso, prestou novo concurso do BB. Aprovado, atuou por um ano e meio na cidade cearense de Aracati, e há poucas semanas voltou à capital, Fortaleza, onde trabalha e vive.

Além do banco, porém, Tarciso sempre se dedicou a outra atividade: a literatura. Ele conta que já escreveu textos para revistas e jornais, além de repentes e poesias. Publicou o “Liberdade”, com versos de sua autoria. Participou, também, de trabalhos literários em antologias no Piauí e no Pará. E, no centenário de Machado de Assis, foi um dos autores escolhidos para o livro “Um Soneto para Machado de Assis”, da editora Litteris, publicado em 2008, no centenário da morte do autor.

“Esse livro veio de uma proposta a autores para tentarem completar os 12 versos que Bentinho, personagem de 'Dom Casmurro', deixou de escrever um poema incompleto que fez para a amada Capitu. Como o texto contava com a palavra 'Cândida', que é o nome de minha mãe, fiz uma homenagem a ela e fui escolhido”, explica.

A mãe, prestes a completar 90 anos, acaba de ganhar mais uma homenagem de Tarciso. Ele contou a história da vida dela em cordel. O livro será distribuído a amigos. “Eu sempre escrevo sem o objetivo de ganhar dinheiro. Também publico textos na internet, mas apenas para entreter as pessoas”, conclui o autor.

De onde vem a inspiração para o que escreve?
Eu sou uma pessoa de origem pobre, humilde. Minha mãe foi uma sobrevivente da seca e eu passei por essas dificuldades. O gosto pela escrita veio lá do sertão. A vida sofrida do nordestino é que me dá a inspiração.

O que busca com a literatura?
Eu não digo que sou um escritor, mas que sou um poeta. Gosto de escrever poesias, histórias resumidas, e busco a essência das coisas.

Para conhecer melhor o trabalho de Tarciso Coelho entre em contato pelo Facebook:https://www.facebook.com/luiztarciso.coelhobezerra