19 de abr de 2009

Minha Aposentadoria



Vou embora pro meu Ceará
Porque lá tenho um nome
Não sou Luiz com fome
E aqui não posso ficar

Foram vinte e oito anos
De trabalho no Banco
Agüentando firme no tranco
Como previam meus planos

Não pisei subordinado
Nem puxei saco de Chefe
Pois não sou um mequetrefe
Tenho muito é trabalhado

Hoje estou realizado
Com a missão cumprida
E mais uma vez de ida
Para o meu solo prezado

Pode ser seco e duro
Chover pouco e ser quente
Mas a sua boa gente
Acredita no futuro

Não estou indo pro escuro
Lá meu sol é bem mais claro
E banho de mar não é raro
Tenho a praia do futuro

Esta história teve começo
No Sertão Pernambucano
Setenta e seis era o ano
Até o dia não esqueço

Foi em trinta de dezembro
Tomei posse em Salgueiro
E não houve desespero
Isso é coisa que não lembro

Depois fui pra Juazeiro,
Parnamirim, Piancó
E nunca me senti só
Em dezembro ou janeiro

Manicoré me abraçou
Na nossa grande Amazônia
Pois digo sem parcimônia
Quem passou ali gostou

Retornando ao Pernambuco
Fui à São Vicente Férrer
E na volta não há quem erre
Se já não estiver caduco

Ali passei quatro anos
Até noventa e dois
Para AUDIT fui depois
Onde passei nove anos

Conheci todo o Brasil
À exceção de dois estados
Que fui só aos seus lados
Mas suas terras não vi

Picos e Rio Branco
As duas últimas paradas
Talvez melhores estadas
Das que tive no meu Banco

Não esqueci Wanderley
Onde um dia fui adido
E na Bahia fui querido
Do seu povo que amei

Aos colegas meu abraço
Aos clientes agradecimento
Pois não há esquecimento
Na lembrança sempre trago

Quem te ama de bom grado
Por tudo que me destes
Diz feliz um cabra da peste
Banco do Brasil muito obrigado!

(Tarciso Coelho)

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