27 de nov de 2009

Obrigada, Pai.


(Imagem: Tarciso Coelho)

Obrigada, pai

Obrigada, pai Pela vida!
Pela coberta que me aquece
Pelo teto que me abriga
Por tua presença amiga

Obrigada, pai
elos doces
Pelos presentes,
Pelos passeios na praça

Obrigada, pai
pelo suor na fronte
E pelos braços cansados
No final da jornada
Para que nada me faltasse

Obrigada, pai
Pelas noites em claro
Quando o dinheiro não deu
E mesmo assim,
Nunca nos abandonaste

Porque me castigaste
Quando eu estava errada
E por tentar me mostrar
O caminho da verdade

Obrigada, pai
Por tantas vezes que abdicaste
Teus sonhos para realizar os meus
E abriste mão das tuas vontades
Para realizar meus caprichos.

Obrigada, pai
Porque tu existes!
Porque és meu pai,
E porque toda tarde,
voltas pra casa.

Ariadne Sampson

24 de ago de 2009

As nossa cruzes!

Nessa foto está ele e um viajante de medicamentos e atrás é um rapaz dos Moura de Cedro.

Quando nosso pai se foi, a gente ficou procurando alguma coisa que ele tivesse escrito. Difícil tarefa. Ele era muito bom de falar, ao contrário de mim, mas não escrevia quase nada. Depois de revirar tudo, encontramos algumas coisas. Uma foto da nossa casa, na enchente de Cedro, a cartinha que ele fez “pedindo” minha mãe em namoro. Linda cartinha de quase 50 anos, e outras coisinhas. E uma muito interessante, uma relação com o nome dos filhos, seguidos de uma cruz. Mas o que seriam essas cruzes? Demorou um tempinho pra alguém descobrir.

A relação era assim:

Tereza ++++
Hermano ++++
Regina ++
Eulina ++++
Tarciso ++
Marizinha +++
João +++
Candinha +
Cecília ++
Eudin
Cesar
Ana Cristina
Tereza Cândida

Acho que estava assim na época, mas não tenho certeza se errei algum. E cada cruz era o número de filhos que a gente tinha! rsrsrssr

Arrumando a casa...


(Na foto Rafael, já com 31 anos e o sobrinho Lucas)

No dia do aniversário de mês da morte do nosso pai, nós viajamos todos para o sítio Canindezinho, onde foi celebrada a missa. Minhas tias de Fortaleza e outros parentes estavam todos lá. Minha tia Eliane, que a gente carinhosamente chama de "Nenem" veio também. E depois da missa fomos todos para o Crato, a 13 km da minha casa em Juazeiro do Norte.

Como ela nunca tinha me visitado, aproveitei a viagem e chamei pra ela ir comigo, conhecer nossa casa. Ela aceitou e eu dei um jeitinho de telefonar pra Rafael, sem ninguém ouvir e pedi pra ela dar uma arrumada na casa, que devia estar de "cabeça pra baixo". Ele como sempre muito atencioso, se prontificou a fazer o serviço. Quinze minutos depois nós estávamos lá e me admirei de como estava tudo tão arrumadinho, mas fiquei calada, claro. Ele tinha 10 anos, na época.

Conversa vai, conversa vem, fomos sentar as duas, num banquinho em baixo da mangueira e foi ai onde ela falou uma coisa que nunca esqueci:

- Mas o Rafael é um menino muito atencioso. Assim que cheguei ele me falou: - Tia Neném, desculpa se não está tudo arrumado, mas quando a minha mãe telefonou foi muito em cima. Só deu pra eu enfiar tudo dentro do gurda roupa dos quartos.

Ai, meu Deus! quase não acreditei! rsrsrsrs Ainda bem que era gente de casa, minha tia.

E no dia seguinte, de toda porta que eu abria caia uma "trouxa", com toalha molhada, tênis, livros, etc, etc ...

11 de ago de 2009

Crepúsculo de mi misma

Tela de John Atkinson Grimshaw

Crepúsculo de mi misma

El sol se levanta en un nuevo día:
- Los pájaros saludan el amanecer
Las flores y los ríos cantan
Las aguas parecen más cristalina
Y el vivir es más intenso!

Así fue mi vida.
Apasionada, jamás pensaba
Que en la soledad, podía ver
la salida del sol o las estrellas en el cielo !

Yo no tengo un nuevo comienzo!
En el crepúsculo de mi vida,
sin brillo, sin luz.
Los niños no cantan,
Y no hay transbordo en los ríos!

Los pájaros están volando en adiós ,
Como si no quisieran ver el final del día.
Como yo no quiero,
,br>Nen puedo tolerar mi final ...

Regina Helena
Tradução de Maria Madalena




2 de ago de 2009

Manoel Costa: Uma saudade alegre


A letra dele. Muito linda.

Nossa irmã Lininha estava noiva de Bernardo quando este, numa farra com outros amigos, resolveu sair com uma das meninas. Na época, (1966) isso terminava em casamento. Não tinha o “ficar”. Foi um escândalo. Cidade pequena, nossa casa encheu de gente curiosa pra ver o drama. Quando eu cheguei em casa, ela estava na mesa da sala, com a cabeça entre os braços e a aliança no meio da mesa. Meu pai falava para as pessoas:

- vão pra suas casas, está sem jeito. Amanhã a gente vê como fica.

Quando todo mundo saiu, ele chamou jevan pra conversar e disse o seguinte:

- Essas coisas são como uma pessoa que vai passando para uma festa, com uma calça branca de linho e, em certo momento um carro passa num poço de lama e respinga a calça. Se a pessoa passa a mão, espalha a lama e não tem jeito. Suja tudo. O certo é esperar secar, então formam-se uma bolinhas duras que você facilmente remove do tecido...

Vamos deixar “esfriar”. Aí a gente vê o que deve ser feito.

....

Pra quem ficou curioso com o resultado: O Bernardo não casou. Ficou louco, desesperado atrás da nossa irmã, mas nosso pai falou pra ela que nunca mais falasse com ele, embora deveria deixar claro que “ela” não queria.

Ele não podia perder a amizade do pai do rapaz, que era compadre, parceiro político, etc. E assim foi.

19 de jul de 2009

Réquiem para minha dor


John Atkinson

Réquiem para minha dor

Vieste para mim quando o amor se foi.
Ocupaste o lugar de quem tantas vezes
sentiu comigo a brisa acariciando a pele
e levando o nosso cheiro para alem dos ares.

Foste a companheira da minh'alma
e, ao me fazer chorar, eras também
o alento, o alimento, o remédio,
o conforto, enfim, o que restou.

O dia amanheceu sombrio, com cor de despedida.
Nunca mais verás minhas lágrimas cairem,
nem ouvirás a tristeza do meu cantar.

E hoje, no dia do teu fim, estou contigo...
Desfaço-me de ti, antes que tu me convenças
a me desfazer de MIM, por não mais te suportar.

Regina Helena

Poesia sem Verbo


Tela John Atkinson

nas linhas da vida,
o tempo da morte!
soluços, lágrimas...
restos de amor...

na manhã de dor
de tudo o fim
o fim da esperança:
- retalhos do adeus.

no chão orvalhado
de dor e de pranto,
do triste caminho,

o fim da estrada!
consumado o fato:
agora... a saudade!

Regina Helena

Tela de John Atkinson

Sou um NADA!
assim me vejo,
assim me sinto!
faço de TUDO mas...
não sou mestre em NADA!
um dia faço poesia
no outro sou artesã
e sinto que
poderia até pintar...
e nessas horas,
penso que sou TUDO!

Então, a realidade se impõe
e, de repente,
volto a ser NADA!
Um NADA que se dissolve
na alegria da vida,
nas dores, no sofrimento,
na mesmice da condição humana,
do poder fazer, executar,
decidir...
e, nesse momento,
volto a ser TUDO outra vez.


Regina Helena

OUSADIA


Tela: John Atkinson

OUSADIA

Na ânsia de atingir o ignorado
Vai-se o tempo voraz, audacioso
Nas brumas de um enigma mergulhado
Não para de correr, misterioso.

Qual rio a transbordar agigantado
Investe sem cessar, tempestuoso,
Contra tudo que atira no passado
No mais terrível gesto, corajoso.

Com ele tudo passa: a dor, a vida
A alegria, o amor, as esperanças
No arrojo invulgar desta corrida.

Não olha para trás nem retrocede...
E vai deixando apenas as lembranças...
. . . Como quem parte que não se despede!

Bernardina Vilar
In ‘Bom dia, Saudade!’ (1995)

INQUIETUDE


INQUIETUDE

Tarde cálida e mórbida... Angustiante...
Um silêncio mortal. Nem uma voz
Levanta-se no vácuo. Torturante
O ar pesado paira sobre nos.

O calor abrasado, sufocante
Já me importuna de maneira atroz
E nesta alegoria delirante
Triste lembrança se me faz algoz.

Dentro em meu peito, o coração soluça!
E genuflexo triste se debruça
Sobre um passado que já vai distante.

Chora contrito uma recordação,
Revive um sonho que perdido em vão
Pra mim tornou-se um padecer constante.

Bernardina Vilar
In ‘Bom dia, Saudade!’ (1995)

DERRADEIRA SAUDADE


Tela do Pino

DERRADEIRA SAUDADE

PAIXÃO fugaz... Ventura passageira...
Rosa que não colhemos da roseira,
Mas que esteve, no galho, ao nosso alcance.
Ah! Quanta vez, num desespero mudo,
Eu quedo-me a cismar naquilo tudo,
Que encheu de sol nosso cruel romance!

Bendigo ainda os beijos que maldizes,
Que abriram na minh’alma cicatrizes,
Que encheram de ambrosias nossa boca;
Só me consola, nesta dor pungente,
Lembrar que te adorei perdidamente,
Lembrar que me adoraste como louca!

Mudaste muito, eu sei... Mas, com certeza,
Nas horas de saudade e de tristeza,
Em que a alma chora e o coração nos trai,
Hás de pensar em mim de quando em quando,
Com lágrimas nos olhos relembrando
- Toda essa história que tão longe vai!

Paulo Setúbal

Só tu


Tela do Pino

Só tu

Dos lábios que me beijaram,
Dos braços que me abraçaram,
Já não me lembro, nem sei...
São tantas as que me amaram!
São tantas as que eu amei!

Mas tu - que rude contraste! –
Tu, que jamais me beijaste,
Tu, que jamais abracei,
S6 tu, nest'alma, ficaste,
De todas as que eu amei.

Paulo Setúbal

12 de jul de 2009





PRETO JOVÊNCIO, O VAQUEIRO

Cem longos anos
O Preto Jovêncio tem
Mas como ele consegue
Ser jovem como ninguém
É verdadeiro mistério
Que descobrir convém

Ele foi menino forte
Desde cedo trabalhou
E mesmo ainda miúdo
Sua profissão abraçou
E no mais famoso vaqueiro
Do Marajó se tornou

Ao longo de sua vida
O medo não lhe rondou
Ganhou muita corrida
Nos cavalos que montou
E derrubou touro brabo
Que nos campos campeou

E pelas ruas de Soure
Esta tão bela cidade
Tem a figura singela
Que lhe trás felicidade
Pois o vaqueiro mais forte
Aqui em muita amizade

Quando na rua ele passa
Cumprimenta todos que vê
E também é cumprimentado
Por quem quer lhe conhecer
Para saber da história
De tão longo bem viver

Se o ser humano busca
A sonhada longevidade
Não precisa de mistério
Só de Deus a caridade
E um monte de amigos
Que lhe dê felicidade

Passar o dia trabalhando
E toda noite dormindo
É apenas uma das formas
Para se manter menino
Mas se quiser coma turu
No seu lanche matutino

E assim vamos vivendo
Sem com ninguém se zangar
Nunca guardando ódio
E tendo sempre a quem amar
Pois com o caldo de turu
A energia vai lhe sobrar.

Tarciso coelho

7 de jul de 2009

Imagem do blog "doce deleite"

Hoje estive vendo a Mila Ramos e fiquei profundamente impressionada com suas palavras sobre a famigerada “farra do boi” de Santa Catarina. Deus do Ceu. São extremos de crueldade com os pobres animais que são tão meigos.

Detive-me pouco no sofrimento, porque minha mente amiga me desviou para lembranças agradáveis. Lembrei-me do nosso pai. Muitos filhos, treze ao todo, impossível que vivêssemos no maior silêncio e harmonia. A gente brigava, claro. Todo irmão briga!

Por muitas vezes nosso pai entrava em casa e nos via no meio de uma “batalha” e nossa mãe chorando. E ele se saia como uma até engraçada:

- Vocês já viram um boi lambendo o bezerro?

Claro que ninguém tinha visto. Então ele completava:

- Cuidem da mãe de vocês, parem de dar preocupação a ela. Se ela morrer, não vai ter quem passe a mão na cabeça de vocês!

Tão bom pai ele era que “lambeu” as crias até o fim. Mas gostava de deixar só com nossa mãe esse crédito.

Regina Helena

5 de jul de 2009

SÓ SONETOS DE PATRÍCIA NEME


ADÁGIO

Enterro os sonhos meus e a esperança,
guardados, desde a infância, no florir
da rosa branca, em pencas de lembrança...
Em cachos do que foi o meu sorrir.

Roseiras com ternura de criança,
no vasto verdejar de um existir
sedento de carinho e segurança,
com sede de encontrar-me em teu sentir.

Mas já não mais percorres meu jardim,
teus passos vão tão longe.. E vão sem mim...
Eu morro a cada instante... E morro só!

Enterro os sonhos meus... E a minha vida,
agora, só rosas de despedida...
Só pranto.... Nada mais que pranto e dó!

- Patricia Neme –

EXPLICITAMENTE

Quero abraçar-te e ao som da lua, amar-te...
Sentir em mim, estrelas a cantar;
e o sol rompendo no meu ventre... Dar-te!
E no teu beijo, infinitos tocar.

Com meu desejo, quero afoguear-te
e ver-te em vôo bem além do mar...
Em teu sussurro, perder-te e encontrar-te
e contemplar teu corpo a se entregar.

Quero, desejo... Emoções pungentes...
Frêmito, anseios, todos tão plangentes...
Tu me desarmas dos temores meus.

E o pensamento, Deus que gran tormento...
E esta distância... Que não mais agüento...
Os meus sonhares buscam pelos teus.

- Patrícia Neme –

PASTOREIO

Sou a pastora de mil andorinhas,
aves perdidas em teu denso olhar;
quero poupá-las de ilusões daninhas,
mas elas voam... E te vão buscar.

Tão delicadas, frágeis, pequeninhas...
Tão fascinadas pelo teu mirar...
Sonhos que anseiam ser as entrelinhas
do amor suposto no teu versejar.

E eu pastoreio, busco-as, noite e dia...
Mas são reféns da etérea melodia,
do encantamento, vindo do teu ser.

Asas abertas, alma entregue, inteira...
Seguem viagem, que sei derradeira...
Pois em tuas mãos, irão morrer... Morrer...

- Patricia Neme-

ENTRE AS ESTRELAS...

Na vastidão do templo constelado,
onde a visão do espírito é presente,
o livro da verdade é desfolhado...
E conta da lembrança que há na mente.

E narra cada estrada do passado,
desnuda o véu que encobre o sol nascente
de todo sonho, em sono acalentado,
de cada anseio, mesmo que latente.

No mais além desta humana existência,
só onde o amor alcança a transcendência,
o renascer, enfim, é revelado.

Então, já nada resta do ilusório,
já nada resta deste purgatório
que é ser... Sem vislumbrar o nosso amado!

- Patricia Neme –

Sim?

Eu quero o teu sorriso nos meus olhos
e a cor do meu desejo no teu rosto.
O teu pensar guardado em meus cabelos,
minh'alma em teu cantar, ao mundo exposto.

Eu quero o meu silêncio no teu riso,
teu coração pulsando no meu peito;
nossos murmúrios soltos no infinito...
E a lua se aninhando em nosso leito.

Quero sentir no corpo o teu afago,
tu'alma aconchegada em meu carinho;
eu quero em nós a paz das borboletas...
E o amor a nos ninar, bem de mansinho.

Em ti quero sentir a eternidade,
que em mim ancores dores do passado;
e quando esta existência tiver fim...
Que nós a terminemos lado a lado.

Se o céu, ao meu desejo, diz amém?
Dirá, se assim quiseres tu também!

- Patricia Neme –

ENGANO

Eu te percebo em vôo errante e vago,
cortejas flores, rondas os canteiros.
Perdido em cores, bebes, trago a trago,
orvalho e néctar, vãos e derradeiros.

Beijas a rosa, no cravo um afago...
Mas teus carinhos não são verdadeiros.
Teu rastro fala de dor e de estrago,
dos sonhos mortos... Todos passageiros!

Teus passos são volúveis, causam dano,
motivam pranto, angústia, desengano,
desfolhas vidas, sem pena, sem dó.

Tanta aridez... O que é do meu jardim?
Eu me pergunto, o que será de mim...
Assim tão triste, machucada e só!

- Patricia Neme –

QUERO...

Quero tão pouco... Só teu colo... Um aconchego...
Poder contar-te de minh'alma, dos meus sonhos;
ter em teus braços o nascer do meu sossego,
em teu olhar perder meus dias enfadonhos.

Sentir tuas mãos em meu cabelo... Teu chamego...
Já não lembrar-me dos momentos tão tristonhos.
Estar em ti, mente liberta desse apego
aos meus conceitos... E viver por entressonhos.

Eu me declaro, te suplico, vem a mim,
vive comigo essa loucura, tão sem fim...
E sê bem mais do que já és: minha razão.

Sê para mim a origem pura dos meus versos...
Pra que eu não viva em vãos pedaços... Vãos... dispersos...
Para que, enfim, em ti eu encontre porto e chão!

- Patricia Neme –

ENCONTRO

Sente minh'alma, o corpo... Ouve a esperança
de um amanhã sem medos, sem pecado.
Sente o desejo, a entrega e o amor que alcança
os sonhos de um sonhar jamais sonhado.

Sente o lembrar perdido na lembrança,
cantado pelas brumas do passado.
Perscruta além do véu... Então, alcança
a trama entrelaçada pelo fado.

Sou tua; há eternidades tu és meu...
Desde o princípio em que nos concebeu,
o céu nos destinou a mesma estrada.

E a noite... Uma só tenda... Uma fogueira...
E uma paixão, qual fora a vez primeira...
No encontro... Na explosão de uma alvorada!

- Patricia Neme –

PROCURA

A música distante.. É triste... Chora...
A lua... Sonhos, tantos... Solidão...
Palavras, sentimentos... Tudo implora
por ter nova esperança, novo chão.

Vazio... Alma apagada... É lenta a hora...
É lento o amanhecer do coração.
O sol... O sol, não vem... O sol, demora...
E a dor demarca os passos da emoção.

Qual folha que se vai na tempestade,
minh'alma peregrina na saudade,
saudade... Que não mostra o seu olhar.

De quem? Não sei... Mas sofro, sem medida...
Aqui... No outrora... Eu busco minha vida,
rogando ao céu um dia te encontrar!

- Patricia Neme –

RENASCER

No teu olhar vejo prenúncio de alvorada,
canto de pássaros... O sol... A brisa amena...
A relva verde... O rio manso... Até a estrada
de onde a esperança, enternecida, a mim, acena.

No teu olhar de mil paixões... Ventura plena?
Perco meu norte... Sou quem sou... Ou não sou nada?
Olhos que juram vida em paz, simples, serena...
E me sussurram aventura não pensada.

No teu olhar... Sonho... Delírio... Insanidade?
Como saber se és ilusão... Ou se és verdade?
Se creio, arrisco... Se desisto... O que fazer?

Como eu quisera mergulhar nessa promessa
e palmilhar teu coração, sem medo ou pressa...
No teu olhar, viver, morrer... E renascer!

- Patricia Neme –

ADEUS...

O adeus é vendaval, tudo embaralha...
Quem fica perde o rumo, o tino e o chão.
É como andar no corte da navalha,
sem conhecer aonde os passos vão.

No adeus, o coração tem a mortalha
e a alma se consome em solidão.
E o amor em mil lembranças se agasalha...
E o sonho se despede da emoção!

Oh, Deus, é tanta a dor que há na partida,
quem fica não mais quer a própria vida,
quem parte, leva a vida que ficou...

E os dias são tristeza e nostalgia...
E as noites um vazio... Uma agonia...
Adeus é uma esperança... Que findou!


- Patrícia Neme -

Resposta à Oitava Rosa de Sarom

Morrer? Jamais... Se eu sou a luz da aurora,
a iluminar o olhar do roseiral;
em mim, uma esperança que se ancora
nos versos desse amor, já outonal.

Morrer? Não há de ser hoje, ou agora.
Sou rio a tranbordar-me num caudal
da vida, que, em semente, a terra implora,
para expandir-se além do bem, do mal.

Em cada semear, sou infinita
e pelo meu Senhor, sempre bendita...
Se morro, a melodia perde o tom.

Então, supero o ciclo da existência
e vivo no acolher da transcendência...
Que me faz ser a Rosa de Sarom!

- Patricia Neme –

Resposta à Sétima Rosa de Sarom

Eis que te bato à porta, amado meu,
para entregar-me, em alma e coração;
para dizer-te: a fé jamais morreu,
nos versos que me deste por canção.

Em mim, sequer um dia feneceu,
a espera, o amor e o canto da paixão;
o credo em quem teceu o que sou eu...
E nos uniu por graça e compaixão.

Porque somente Deus, pai generoso,
pode nos conceder chão tão ditoso,
que acolha o renascer de nossas rosas.

E juntos, na justiça da equidade,
semearemos paz, fraternidade,
em pétalas de luzes caridosas!

- Patricia Neme –

RESSURREIÇÃO

Levanta, meu Jesus, em Luz e Glória,
sobre este chão Teu rosto resplandeça;
levanta do sepulcro e muda a história
desta Nação, que jaz em treva espessa.

Nossa cidadania é ilusória,
horas de paz... Não há quem as conheça!
Pela moral vivemos luta inglória...
Não deixa que Teu povo assim padeça!

Se Páscoa é vida encarcerando a morte,
que Teu ressuscitar nos reconforte,
que nos resgate o sangue da Paixão.

Só Tu, filho de Deus, és nosso alento!
Sobre o Brasil semeia o Avivamento,
para que, enfim, tenhamos redenção!

- Patricia Neme –

O AMOR AINDA SOBREVIVE AO TEMPO

Não há no Tempo o bálsamo perfeito
para amainar a dor de uma saudade;
para apagar o amor que jaz no peito
de quem pensou haver fidelidade

na voz gentil, no olhar, no meigo jeito
dos versos celebrando a eternidade
do bem querer em flor. Amor-perfeito
em rimas de promessas sem verdade.

O Tempo... Ah! Esse Tempo que não finda
toda paixão que me acalenta, ainda...
E embala meu sonhar em vão lamento!

Nem Tempo ou novo alguém têm a magia
que faz adormecer a nostalgia
deste sentir jogado ao léu, ao vento!

Patrícia Neme

'O mar e a Rocha'

O mar se entrega à rocha sem receios
e a cobre com espuma virginal.
E lhe acarinha todos os permeios,
e a ama, como nunca amou igual.

Lhe conta dos seus mais sutis anseios,
lhe fala desse amor, já outonal...
E a cerca com seus mil e um meneios...
E lhe oferece todo o seu caudal.

Porém, sempre centrada em sua essência,
ela não se permite a experiência
de se entregar aos braços desse amor.

E perde um oceano de venturas,
e mais e mais conhece as amarguras,
de quem jamais permite su'alma expor!

-Patricia Neme –

QUERO...

Quero tu'a alma... E não retruques nada!
Tu'alma, de presente, na bandeja.
Se inteira, ou mesmo que despedaçada,
a mim, pouco me importa como esteja.

Quero beber tua lágrima cansada,
quero o sorriso que em teu ser viceja.
Te quero... Dia, noite ou madrugada...
Te quero, tal qual és... E que assim seja!

Se o tempo nos roubou a juventude,
deixou-nos, de lembrança, uma virtude:
reconhecer um chão onde há valor.

Te quero, mesmo ralo o teu cabelo...
Aceita... Embora as rugas, meu desvelo...
Te quero... Para dar-te o meu amor

- Patricia Neme –

A VALSA

Ele veio silente, o luar a trazê-lo,
um sorriso fagueiro reinando no olhar.
“Uma valsa? “, propôs. Aceitei seu apelo...
- Todo baile eu ousara tal gesto esperar.

Abraçou-me a cintura, com terno desvelo,
tal se eu fora cristal do mais fino vibrar.
Em meu peito a ventura de, enfim, conhecê-lo,
me fez leve qual brisa soprada do mar.

Ante o chão carpetado com gotas de orvalho,
o céu pleno de estrelas, num rútilo pálio...
conivente, o destino, o relógio parou.

Entre beijos, promessas... Ditosa loucura!,
todo o amor que eu vivi, desde sempre, à procura,
na magia dos sonhos comigo bailou!

Patricia Neme

DESEJO
(na inspiração de um soneto imperfeito)

E quando os olhos teus beijam meu corpo,
trazendo, à minha noite, a luz d´aurora,
e as tuas mãos percorrem meus segredos...
Todo um desejo ardente em mim aflora.

E quando teu respiro me entontece,
e o teu gemido por entrega implora,
teu cheiro, forte, macho, me abre os poros,
endoidecida, rogo: Vem, agora!...

Todo universo dorme em alva cama,
onde o sentir se faz perene e clama
pelo arquejar das forças animais.

Um gozo, tanto, explode em liberdade,
nos faz trilhar o chão da eternidade...
E, num rugir supremo, eu peço “Mais!”

- Patricia Neme –

COMUNIO

Que, hoje, eu comungue do sofrer do nordestino,
a quem a terra nega um prato de comida.
Que eu sinta a dor de quem, na vida, é clandestino,
pois, por um vírus, faz-se gente preterida.

Que eu seja amparo da mulher em desatino,
em prol dos homens sempre usada, consumida;
e dos menores marginais, cujo destino
é morte inglória, cova rasa, alma perdida.

Que em comunhão com o universo brasileiro
- tão desprovido do direito verdadeiro -
eu me transmute em cada irmão sofrido, exangue.

Somente assim, meu Deus, terei merecimento,
(pois do lutar por igualdade não me isento)
de receber em Comunhão Teu corpo e sangue.

- Patricia Neme –

'A Quinta Rosa'

Senhor da minha vida e minha morte,
estrela dos segredos da manhã...
Por onde a rosa que me alumbra a sorte?
Por onde a rosa amiga, amante, irmã?

Nos campos de Saron... Ao sul? Ao norte?
No altar que abriga o culto à fé cristã?
Talvez, onde o pajé seu canto aporte...
Ou há de estar nos céus de Aldebarán?

Na quinta rosa, onde tenho ascendência,
e sou mestra perfeita em plena essência...
A vida exulta em mim todo o fulgor.

A quinta rosa... É tudo o que eu anseio,
não mais falsa esperança ou devaneio...
Enfim, ser conquistada pelo amor.


- Patricia Neme –

Mas o que é o amor?

Talvez brisa sutil, cujo toque acalanta
a roseira a florir, em promessa de vida...
Ou será minuano, que, hostil, aquebranta
a palmeira que, em prece, se eleva, incontida?

Arrebenta, revira, destroça, desplanta...
Há de ser vendaval, em loucura homicida?
Ou, bem mais, tempestade, que o peito agiganta
e desperta o queimor da paixão reprimida?

Ah, o amor! Explicá-lo é tarefa impossível...
As lembranças sussurram baixinho: é factível...
Tomo lápis, papel, e me entrego ao labor.

Um silêncio... Saudade... Uma lua tão cheia...
E o poeta que, errante, em minh´alma vagueia,
um soneto plangente começa a compor!


- Patricia Neme –

'A UM POETA'

Quem é esse que, em versos, minh´alma desperta
e que a faz se perder em mil tramas de amor?
Como pode entender a carência encoberta
e meu sonho mais caro em soneto compor?

Quem me vê tão desnuda e nas rimas me oferta
os anseios perdidos nas brumas da dor?
Quem me sabe encontrar de maneira tão certa...
quando eu não mais ousava venturas supor?

Quem me faz suspirar, quem meu peito acelera,
onde está esse alguém, que me exila na espera...
No desejo, saudade... onde achá-lo, afinal?

Ah!, Poeta... Eu quisera de ti ser a musa,
em teus braços viver para sempre reclusa,
embalada ao cantar de gentil madrigal!

Patrícia Neme

30 de jun de 2009

DESPEDIDA DA DRA. CIDA



Tenho a honra enternecida
E o privilégio de dizer
Que foi um grande prazer
Conhecer Doutora Cida

Durante toda sua vida
Só o bem soube fazer
Tendo de Deus a mercê
De bem fazer sua lida

Hoje tem missão cumprida
Fez por onde merecer
Distribuindo o seu saber
Curando qualquer ferida

Parecia ser uma sina
No Banco da Amazônia
Com vigor e parcimônia
Exerceu bem a medicina

Não dá nem pra acreditar
Que hoje está nos deixando
Mas sei de vez em quando
Aqui virá nos visitar

E quando no Banco entrar
Só trará muita alegria
Saúde, paz e euforia
Ela sempre vai nos dar

A esta mulher querida
Temos que agradecer
E bem mais alto dizer
Obrigado Doutora Cida.

Tarciso Coelho

Belém (PA), 20.06.2009

14 de jun de 2009



Cidadã Cratense

Nascida em Independência (CE), em 22.11.1924, filha de Raimundo Braz de Oliveira e Maria Gonçalves de Oliveira, foi para Crateús (CE), então aos sete anos de idade, para residir com seus tios Joaquim e Zezinha, os acompanhando quando da transferência da família para o Crato, em 1937. Seus tios Joaquim e Zezinha foram genitores de vários filhos que se tornariam ilustres, dentre os quais destaco o saudoso Dr. Raimundo Coelho Bezerra de Farias, médico e político que exerceu importantes cargos como os de Deputado Federal Constituinte, Secretário de Saúde do Estado do Ceará e Prefeito Municipal do Crato.

Acolhida no seio daquela importante família, viveu até se casar em 1943 com o Varzealegrense Manoel Sampson Bezerra, partindo com o mesmo para Aba da Serra, zona rural de Várzea Alegre (CE), onde deram início à vida conjugal que resultou na descendência de 77 pessoas, entre 13 filhos, 36 netos, 26 bisnetos e 02 tataranetos, sem contar, ainda, com mais 02 bisnetos atualmente por virem.
Como diz nossa irmã Ana Cristina: “Uma descendência invejável para qualquer família e orgulho para nossa”.

É com alegria que faço o registro do aniversário, hoje, da nossa sobrinha Bruna Laíssa Coelho Sidrin Tavares, filha de nossa irmã caçula, Tereza Cândida, que foi um grande presente para mamãe ao nascer na mesma data de seu aniversário.
Durante os 13 anos vividos na Aba da Serra mamãe foi dona de casa, agricultora e professora estadual e papai foi agricultor e vereador.
Em 1956 se transferiram para Cedro (CE), em busca de melhores estudos para os seis filhos de então. Naquela cidade mamãe continuou dividindo os afazeres do lar com os de professora e papai foi enfermeiro, dono de farmácia, vereador e fiscal da Fazenda Estadual.

Voltaram a residir no Crato em 1970, com treze filhos, dois já casados, e alguns netos, onde mamãe, já professora aposentada, continuou com os afazeres do lar e papai como cobrador de impostos até o último dia de sua vida.
Sempre que nosso pai se referia aos filhos, dizia: “Tenho 13 filhos e nenhum problema”, numa negação ao dito de que: “Em toda família tem uma ovelha negra”. Embora a modéstia me impeça de tecer comentários sobre nós, permito-me afirmar que não conhecemos ovelhas negras na descendência de Cândida e Manoel, cujos 13 filhos se tornaram pais ou mães e cidadãos ou cidadãs de condutas ilibadas.

Hoje não sinto clima para tristeza, nem para aqui relatar as dificuldades que Cândida e Manoel enfrentaram durante os 44 anos de convivência conjugal, só terminada com o falecimento de nosso saudoso pai em 1987. Sinto sim, o clima festivo em ver uma tão importante e tri-centenária comunidade como a do Crato, reconhecer a importância desta mulher, que na década de 1930 viu ser erigida na bela Praça Francisco Sá, a Coluna da Hora, que é encimada pelo Cristo Redentor, ícone da fé e religiosidade cratenses, e que tem em seu pedestal a inscrição: “Sede bem vindo, nesta terra há sempre lugar para todas as pessoas de boa vontade”, o que confirma a hospitalidade de seu povo.

E você, mamãe, foi bem vinda, tão bem vinda que hoje estes nobres vereadores, legítimos representantes de todos os Cratenses, lhes outorgam o título de Cidadã Cratense, o que a coloca em igualdade com pessoas como Alexandre Arraes, Bárbara de Alencar, Pinto Madeira, Monsenhor Rocha e todas as pessoas que, por berço ou por adoção, podem ostentar o honroso título de Cidadão ou Cidadã Cratense.

Cândida, dona de casa, agricultora, professora e esposa de Manoel, com o qual teve 19 filhos e conseguiram criar, com grande amor e sabedoria, os 13 aqui presentes.
É esta a mulher hoje homenageada.
Agradeço, em meu nome e em nome dos meus irmãos, a esta Casa, que um dia abrigou nossa saudosa Tia Dandinha, ilustre Vereadora, professora e poetisa Bernardina Villar Costa, e que leva o nome do nosso parente, também saudoso e inesquecível Vereador José Valdevino de Brito, pela imensa alegria de ver nossa mãe ser alvo do tão importante título, neste dia em que completa 83 anos de exemplar e produtiva existência.

E para terminar permitam-me recitar os versos que um dia escrevi para definir nossa mãe:


Quem é a mulher?

É a mais singela figura
Deus a fez bela e frágil
Mas com muita formosura
Para que ela fosse ágil
Em continuar sua Criatura
Sendo mãe de homem e mulher
Perpetuar a Humanidade
Com saber, amor e fé
Quer no campo ou na cidade
Com certeza a mulher
Tem grande capacidade
E para ser mais poderosa
Não precisa se esforçar
Pois traz consigo o dom
De a todos sempre amar.

Tarciso Coelho
Crato (CE), 22.11.2007




Luiz Tarciso Coelho Bezerra, Técnico em Contabilidade, estudante de Administração, bancário e poeta. Publicou o livro de poesias Liberdade, Picos (PI), em 2002, tem vários trabalhos publicados em revistas e periódicos nacionais (Revistas PREVI e De Repente), participou da Antologia Upeana I, Picos (PI), em 2005, da I Antologia Literária da Região do Arari – Marajó, Soure (PA), em 2007, da II Antologia Literária do Marajó, Soure (PA), em 2008. Foi premiado com o soneto: Cândida, és Mãe, pela Litteris Editora, Rio de Janeiro, 2008, cuja poesia consta na Antologia Literária: Um Soneto para Machado de Assis, publicada em comemoração aos 100 anos de morte do maior escritor brasileiro. É membro da União Picoense de Escritores – UPE – Picos (PI) e do Clube do Poeta e do Escritor Marajoara – CPOEMA – Soure (PA).

Agradeço a Deus, aos meus pais Cândida e Manoel, aos meus filhos Bruno, Sampson, Tarcisinho e Ariadne e a minha neta Camila, que me inspiram a sonhar com um Mundo mais justo, ordeiro e pacífico e a Humanidade mais consciente, livre e feliz.

A Empresa Sentimental

A Empresa Sentimental

Em alguns temas de minhas palestras ou textos nesta coluna, abordo um tema singular ao qual chamo de EMPRESA SENTIMENTAL. Mas na realidade o que é uma EMPRESA SENTIMENTAL e quais o seus atributos?
Bom, em primeiro lugar estou usando este termo para tentar descrever a empresa do próximo milênio e algumas atitudes para sobreviver neste mundo em constante ebulição e transformação. Falo em terceiro milênio, pois nos próximos anos deixaremos em imagens do passado uma revolução de novos conceitos de vida e atividades empresarias, iniciadas na década de setenta. Eram os tempos de Beatles, movimento hippie, entre outras manifestações políticas e sociais. Nascia nesta época o conceito de ALDEIA GLOBAL, ou simplesmente, da globalização, ou seja, um mundo sem fronteiras físicas, um mundo novo repleto de novas informações, assim como sonhou John Lennon na música Imagine.
Quando nos deparamos com a velocidade das transformações e degustamos avidamente novas informações, descobrimos que o mundo em que vivíamos mudou e que as empresas precisam se adaptar a estes novos conceitos.
Uma simples leitura através dos tempos nos leva a rever os conceitos de empresa para os próximos anos, e quando digo próximos, leia-se, talvez, no máximo em cinco anos. Sindicatos, patrões, empregados, trabalho semi-escravo, indústrias em plena produção, salário e banco de horas, deixam de ser palavras chaves do dia a dia das empresas, para serem substituídas por outras mais interessantes.
Na empresa sentimental estas palavras serão substituídas por ouvidores empresariais, parceiros de negócios, núcleos produtivos, trabalho agradável, trabalhando com humor, qualidade total, produção dedicada e desempenho aprimorado. Os empresários do próximo milênio deverão apresentar a sua empresa como uma extensão do seu lar, com seus confortos, com o desenvolvimento humano e social a pleno vapor. Muitas vezes, como já ocorre com alguma certa frequência em determinados países, aquele escritório bonito na Avenida Paulista irá para dentro da casa do indivíduo e com um outro endereço. Condomínio dos Ilustres, Rua dos Araçás, casa 903, Atibaia, Interior de São Paulo. Tudo em nome do bem estar do profissional polivalente, dedicado e amigo da empresa. Um indivíduo mais saudável e que rende muito mais.
Na Empresa Sentimental, o profissional do terceiro milênio irá usufruir benefícios jamais imaginados, tais como:
Café da manhã com diretores, gerentes e chefes das equipes
Creches lar
Departamento Social
Departamento de Humor
Dias de humor
Escola complementar para os filhos dos empregados
Ginástica na empresa antes do início das atividades
Horário flexível
Mais espaço para novas idéias
Momentos de lazer no decorrer do dia
Música ambiente
Novos cargos com características tecnológicas avançadas
Parque tecnológico avançado
Pausas para relaxamento
Programas de saúde
Ticket lazer
Treinamento sobre sobrevivência entre outras tendências.
A empresa sentimental será na verdade uma empresa super agradável, extremamente competitiva, saudável e com excelentes resultados financeiros, pois ela coloca o ser humano em primeiro lugar. Buscar satisfazer o seu cliente interno é o ponto primordial da empresa sentimental na conquista de novos nichos de mercados. É pura sobrevivência.
Alguns empresários deverão deixar de lado a frieza das paredes brancas ou chãos de fábricas sem vida e repensar normas e atitudes da sua empresa. Não dói nada lembrar que, mesmo com o parque tecnológico mais avançado do mundo, ainda será preciso o toque do ser humano para movimentar máquinas e equipamentos ao apertar um botão.
Para finalizar, apenas um recadinho. Muitos empresários tem visão. Poucos administração.
(Adonai Zanoni)

Trate sempre os seus funcionários exatamente como quer que eles tratem os seus melhores clientes (Stephen Covey).

Fortaleza (CE), 13.01.01
Luiz TARCISO Coelho Bezerra
garimpo@uol.com.br

Patativa do Assaré e Assaré do Patativa

Nasceu, viveu e cresceu
Naquela pequena cidade
Cantou o Sertão como seu
Com toda simplicidade
Até ganhou belo nome
Ainda em pequena idade
De Patativa do Assaré
Poeta de fé e sabedoria
Que com seu canto alegre
Tornava belo o quanto dizia

Já que foi para o Céu
Encontrar o Pai Criador
Deixou aqui seu cordel
Com alegria e amor
E sua pequena cidade
A qual tanto homenageou
De Assaré do Patativa
Seu novo nome ganhou
Prestigiando de forma afetiva
O Poeta que Deus lhe tirou

(08.07.2003-Um ano sem Patativa do Assaré).
Tarciso Coelho, julho/2003

Princípios Dos 4 H Do Ser Humano De Qualidade

Princípios Dos 4 H Do Ser Humano De Qualidade

Humildade;
Humanidade;
Honestidade;
Humor.

(Programa de Qualidade).

Ser a imagem e semelhança de Deus, não é um privilégio. Ao invés disso, é um compromisso de amor para com a Humanidade e todos os demais seres da Criação (Gandhi).

Fortaleza (CE), 20.01.01
Luiz TARCISO Coelho Bezerra
garimpo@uol.com.br

Diferença entre Poesia e Poema

Ariadne,
Papai, Qual a diferença entre poesia e poema?

Resposta:
Poesia: 1-Arte de escrever em verso. 2-Composição poética de pequena extensão.
Poema: 1-Obra em verso. 2-Composição poética de certa extensão, com enredo.

"Você" é poesia...
"Sua vida" é poema...

Beijos e abraços.
Papai.
Soure (PA), 15.12.2007

III ANTOLOGIA LITERÁRIA DO MARAJÓ

Luiz Tarciso Coelho Bezerra, Técnico em Contabilidade, estudante de Administração, bancário e poeta. Publicou o livro de poesias Liberdade, Picos (PI), em 2002, tem vários trabalhos publicados em revistas e periódicos nacionais (Revistas PREVI e De Repente), participou da Antologia Upeana I, Picos (PI), em 2005, da I Antologia Literária da Região do Arari – Marajó, Soure (PA), em 2007, da II Antologia Literária do Marajó, Soure (PA), em 2008. Foi premiado com o soneto: Cândida, és Mãe, pela Litteris Editora, Rio de Janeiro, 2008, cuja poesia consta na Antologia Literária: Um Soneto para Machado de Assis, publicada em comemoração aos 100 anos de morte do maior escritor brasileiro. É membro da União Picoense de Escritores – UPE – Picos (PI) e do Clube do Poeta e do Escritor Marajoara – CPOEMA – Soure (PA).

Agradeço a Deus, aos meus pais Cândida e Manoel, aos meus filhos Bruno, Sampson, Tarcisinho e Ariadne e a minha neta Camila, que me inspiram a sonhar com um Mundo mais justo, ordeiro e pacífico e a Humanidade mais consciente, livre e feliz.

Cidadã Cratense

Nascida em Independência (CE), em 22.11.1924, filha de Raimundo Braz de Oliveira e Maria Gonçalves de Oliveira, foi para Crateús (CE), então aos sete anos de idade, para residir com seus tios Joaquim e Zezinha, os acompanhando quando da transferência da família para o Crato, em 1937. Seus tios Joaquim e Zezinha foram genitores de vários filhos que se tornariam ilustres, dentre os quais destaco o saudoso Dr. Raimundo Coelho Bezerra de Farias, médico e político que exerceu importantes cargos como os de Deputado Federal Constituinte, Secretário de Saúde do Estado do Ceará e Prefeito Municipal do Crato.
Acolhida no seio daquela importante família, viveu até se casar em 1943 com o Varzealegrense Manoel Sampson Bezerra, partindo com o mesmo para Aba da Serra, zona rural de Várzea Alegre (CE), onde deram início à vida conjugal que resultou na descendência de 77 pessoas, entre 13 filhos, 36 netos, 26 bisnetos e 02 tataranetos, sem contar, ainda, com mais 02 bisnetos atualmente por virem.
Como diz nossa irmã Ana Cristina: “Uma descendência invejável para qualquer família e orgulho para nossa”.
É com alegria que faço o registro do aniversário, hoje, da nossa sobrinha Bruna Laíssa Coelho Sidrin Tavares, filha de nossa irmã caçula, Tereza Cândida, que foi um grande presente para mamãe ao nascer na mesma data de seu aniversário.
Durante os 13 anos vividos na Aba da Serra mamãe foi dona de casa, agricultora e professora estadual e papai foi agricultor e vereador.
Em 1956 se transferiram para Cedro (CE), em busca de melhores estudos para os seis filhos de então. Naquela cidade mamãe continuou dividindo os afazeres do lar com os de professora e papai foi enfermeiro, dono de farmácia, vereador e fiscal da Fazenda Estadual.
Voltaram a residir no Crato em 1970, com treze filhos, dois já casados, e alguns netos, onde mamãe, já professora aposentada, continuou com os afazeres do lar e papai como cobrador de impostos até o último dia de sua vida.
Sempre que nosso pai se referia aos filhos, dizia: “Tenho 13 filhos e nenhum problema”, numa negação ao dito de que: “Em toda família tem uma ovelha negra”. Embora a modéstia me impeça de tecer comentários sobre nós, permito-me afirmar que não conhecemos ovelhas negras na descendência de Cândida e Manoel, cujos 13 filhos se tornaram pais ou mães e cidadãos ou cidadãs de condutas ilibadas.
Hoje não sinto clima para tristeza, nem para aqui relatar as dificuldades que Cândida e Manoel enfrentaram durante os 44 anos de convivência conjugal, só terminada com o falecimento de nosso saudoso pai em 1987. Sinto sim, o clima festivo em ver uma tão importante e tri-centenária comunidade como a do Crato, reconhecer a importância desta mulher, que na década de 1930 viu ser erigida na bela Praça Francisco Sá, a Coluna da Hora, que é encimada pelo Cristo Redentor, ícone da fé e religiosidade cratenses, e que tem em seu pedestal a inscrição: “Sede bem vindo, nesta terra há sempre lugar para todas as pessoas de boa vontade”, o que confirma a hospitalidade de seu povo. E você, mamãe, foi bem vinda, tão bem vinda que hoje estes nobres vereadores, legítimos representantes de todos os Cratenses, lhes outorgam o título de Cidadã Cratense, o que a coloca em igualdade com pessoas como Alexandre Arraes, Bárbara de Alencar, Pinto Madeira, Monsenhor Rocha e todas as pessoas que, por berço ou por adoção, podem ostentar o honroso título de Cidadão ou Cidadã Cratense.
Cândida, dona de casa, agricultora, professora e esposa de Manoel, com o qual teve 19 filhos e conseguiram criar, com grande amor e sabedoria, os 13 aqui presentes.
É esta a mulher hoje homenageada.
Agradeço, em meu nome e em nome dos meus irmãos, a esta Casa, que um dia abrigou nossa saudosa Tia Dandinha, ilustre Vereadora, professora e poetisa Bernardina Villar Costa, e que leva o nome do nosso parente, também saudoso e inesquecível Vereador José Valdevino de Brito, pela imensa alegria de ver nossa mãe ser alvo do tão importante título, neste dia em que completa 83 anos de exemplar e produtiva existência.
E para terminar permitam-me recitar os versos que um dia escrevi para definir nossa mãe:

Quem é a mulher?

É a mais singela figura
Deus a fez bela e frágil
Mas com muita formosura
Para que ela fosse ágil
Em continuar sua Criatura
Sendo mãe de homem e mulher
Perpetuar a Humanidade
Com saber, amor e fé
Quer no campo ou na cidade
Com certeza a mulher
Tem grande capacidade
E para ser mais poderosa
Não precisa se esforçar
Pois traz consigo o dom
De a todos sempre amar.

Tarciso Coelho
Crato (CE), 22.11.2007

O Melhor Povo do Mundo

Os Norte-Americanos usam a expressão “do mundo” para colocar no pedestal mais alto certas pessoas ou coisas que pela sua grandeza mereçam lugar de destaque, chegando até ao contraditório de intitular um pequeno de seus municípios como a “maior cidade de pequeno porte do mundo”.
Nós, Brasileiros, não ficamos atrás, pois temos o maior atleta do mundo (Pelé), o maior cestinha do mundo (Oscar), o maior rio permanente do mundo (Amazonas - Amazonas), o maior rio seco do mundo (Jaguaribe – Ceará), o maior São João do mundo (Campina Grande – Paraíba ou Caruaru – Pernambuco, há controvérsias), o maior teatro ao ar livre do mundo (Nova Jerusalém – Pernambuco), o maior carnaval do mundo (Rio – Rio de Janeiro ou Salvador – Bahia, há controvérsias) e tantas outras coisas maiores do mundo.
Ontem, 22.07.2006, fui ao Maracanã do Samba, em Soure (PA), Ilha do Marajó, onde resido, assistir ao Brasilândia – O Calhambeque da Saudade, cuja aparelhagem de som foi alvo recente de destaque no Programa Central da Periferia, apresentado por Regina Casé, na Rede Globo de Televisão. Ali, diante de uma demonstração de grande alegria de todos, fui levado a refletir sobre saudosismo. A maioria das pessoas quando quer se referir a coisas boas do passado costuma ressalvar: “não é por que eu seja saudosista não, mas carnaval bom era no tempo das marchinhas e dos corsos pelas ruas das cidades, festa boa era com orquestra e muita valsa e bolero e outras coisas parecidas”. Embora pareça receio em assumir ter sido feliz, confirma o dito de Nelson Motta de que “a contemporaneidade tira a importância do fato”. Tenho saudade, sim, e muita, de tudo que bom vivi nestes cinqüenta e poucos anos e que, se beneficiado pela bondade de Deus, viveria mais outro meio século. O próprio Calhambeque da Saudade é uma saudade do calhambeque de Roberto Carlos dos anos sessenta, que por sua vez já era uma saudade do antigo calhambeque Ford de bigode dos anos 30. Quem não lembra que na música tem uma buzina bip, bip e outra já de sonoridade moderna? Acredito que era uma forma do Rei viver o novo agarrado no velho.
O Brasil e o Povo Brasileiro parecem ter maior proteção Divina. Nosso território tem sido isento de grandes catástrofes (terremotos, furacões, tempestades, etc.) e nosso povo tem sido feliz vivenciando as boas e simples coisas do dia-a-dia, do jeito que Deus permite. Talvez seja por isso que insistimos em dizer que Deus é Brasileiro.
Portanto, se Deus é Brasileiro, com certeza o Brasil tem O Melhor Povo do Mundo.

Tarciso Coelho
Soure (PA), 23.07.2006.

João Broa e Cláudia Raia

Gosto de tomar umas
Na hora que estou à toa
E para bater um bom papo
Encontrei pessoa boa
Lá no bar do Papagaio
Tava o amigo João Broa

Do lado de sua pessoa
Só posso me alegrar
Ele conta umas histórias
Que é pra rir não pra chorar
Acredite que ele disse
Que com a Cláudia vai casar

Se é sorte ou se é azar
O casamento não sei
Só sei que o João Broa
Parece até que é rei
Pra querer a Cláudia Raia
Como pode um cabra feio?

Mas digo sem ter receio
E sem medo de errar
Se ganhar na mega sena
Pra mulher ele bancar
Pode até ser que um dia
Venha com a Cláudia casar

Tarciso Coelho,
Soure (PA), 18/03/2008

Tonga da Mironga

O Tonga é um Prefeito
Que sabe administrar
Põe o pequeno na escola
E o grande pra trabalhar
E no seu fim-de-semana
Vai pra Mironga criar

Cria galo e cria galinha
Cria touro e cria vaca
Ainda faz o melhor queijo
Que é vendido na praça
E seu rebanho de búfalo
Pertence à melhor raça

Nesta Ilha do Marajó
Soure a mais bela cidade
O povo lhe sufragou
Pela sua capacidade
De fazer governo bom
Pra nossa comunidade

Quando o turista aqui chega
E ver tudo bem arrumado
Pensa logo que este povo
Vem sendo bem governado
Pelo o Tonga da Mironga
Que pelo povo foi aclamado

Carlos Augusto Nunes Gouvêa
É o seu nome batismal
Mas pra governar seu povo
Ele é sempre informal
Pois é simples e sem orgulho
Seja Círio ou Carnaval

Por isso o nosso Tonga
É Tonga no dia-a-dia
Tem o seu trabalho sério
Mas sempre tem alegria
Pra conviver com seu povo
Com muita paz e harmonia.

Soure (PA), 20/10/2006

A Tinta Branca dos Anos

Se pintasse o meu cabelo
e todo meu corpo se renovasse
eu pintaria com muito zelo
cada fio que branco ficasse
mas como só muda a aparência
me nego com veemência
aos outros causar engano
e por Jesus juro não vou apagar
o que Deus me pintou
com a tinta branca dos anos.

Tarciso Coelho, 2006

Cândida, És Mãe!

Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
És na terra exemplo de vida e vigor
Esbanjas bondade, carinho e amor
Por Deus criada és a bela escultura

Singela, eleva-se fina e alva figura
Como flor de maior alvura e maior odor
Dando ao jardim o máximo esplendor
E à terra o maior exemplo de criatura

Última indumentária dos viventes
Ao deixares tantos mortais Carentes
Quando um dia te vestirem uma mortalha

Mas se deixas tantos sobreviventes
Ao final dirão todos os presentes
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!

Tarciso Coelho, 30.01.2008.

Frases

A LUZ sempre alumia, a FÉ sempre confia, a PAZ sempre acalma, a ESPERANÇA sempre alcança e o AMOR nunca falha (Tarciso).

Amar é doar-se sem pensar em outra recompensa que não seja só o prazer de amar (Tarciso).

Antes honesto necessitado que rico desonrado (Tarciso).

Até quando a maioria dos sistemas de governo vai continuar sendo uma constante migração do pouco de muitos para muito poucos? (Tarciso).

Capitalismo: Pouco de muitos para muito poucos (Tarciso).

Coragem não é ausência de medo; é sim, presença de valentia mesmo quando o medo tenta nos dominar (Tarciso).

Deus está no Céu, na Terra e em toda parte. Pena que muitos não conseguem vê-lo (Tarciso).

E disse um Errante a outro Errante: - Nada nos ensina mais que a poeira da estrada (Tarciso).

Ética é uma junção de atitude e procedimentos de homens e mulheres que respeitando a si, aos outros e à Natureza tornam o planeta melhor habitável pelos verdadeiros donos mundo, que são nossos filhos, e poderão torná-lo mais justo, ordeiro e pacífico e a Humanidade mais consciente, livre e feliz (Tarciso).

Mudar e viver, morrer jamais (Tarciso).

Na aridez da mentira pode existir grande potencial destruidor (Tarciso).

Nada sabe quem não sabe que sabe (Tarciso).

Não brinque em trabalho, mas trabalhe brincando (Tarciso).

Não ouso acreditar que sei quem sou mas procuro a cada dia aprender um pouco de mim (Tarciso).

Nas coisas feitas com amor, mesmo quando pequenas, é que podemos ousar em querer melhorar o mundo (Tarciso).

O Nordestino, que vive causticado pelo sol tremente, às vezes é surpreendido pela chuva e mergulhado sob as águas (Tarciso).

O que se leva da vida é o que se deixa (Tarciso).

O respeito a si, aos outros e à Natureza é a forma de cidadania de maior singeleza (Tarciso).

O sucesso é a conseqüência natural do trabalho sério, honesto e abnegado (Tarciso).

O sucesso é a realização do querer incontido (Tarciso).

Qualquer filosofia que tenha o ensinamento central de que o homem é filho de Deus; é digna de ser seguida e estudada (Tarciso).

Que no Terceiro Milênio o Mundo seja mais justo, ordeiro e pacífico e a Humanidade mais consciente, livre e feliz (Tarciso).

Reinventar a roda não tente; vá em frente que atrás vem gente (Tarciso).

Ser poeta é ter sempre um jeito bonito de ver as coisas (Tarciso).

Somos todos vendedores. Até quando vendemos apenas nossa própria imagem (Tarciso).

Sonhar é viver; mas enquanto não podemos viver, plenamente, continuemos sonhando (Tarciso).

Todo homem tem seu valor; preço, só os que se vendem (Tarciso).

Trate bem o seu cliente. Pode ser que assim ele acredite que você precisa dele (Tarciso).

11 de jun de 2009

Última namorada


III ANTOLOGIA




Luiz Tarciso Coelho Bezerra, Técnico em Contabilidade, estudante de Administração, bancário e poeta. Publicou o livro de poesias Liberdade, Picos (PI), em 2002, tem vários trabalhos publicados em revistas e periódicos nacionais (Revistas PREVI e De Repente), participou da Antologia Upeana I, Picos (PI), em 2005, da I Antologia Literária da Região do Arari – Marajó, Soure (PA), em 2007, da II Antologia Literária do Marajó, Soure (PA), em 2008. Foi premiado com o soneto: Cândida, és Mãe, pela Litteris Editora, Rio de Janeiro, 2008, cuja poesia consta na Antologia Literária: Um Soneto para Machado de Assis, publicada em comemoração aos 100 anos de morte do maior escritor brasileiro. É membro da União Picoense de Escritores – UPE – Picos (PI) e do Clube do Poeta e do Escritor Marajoara – CPOEMA – Soure (PA).




Agradeço a Deus, aos meus pais Cândida e Manoel, aos meus filhos Bruno, Sampson, Tarcisinho e Ariadne e a minha neta Camila, que me inspiram a sonhar com um Mundo mais justo, ordeiro e pacífico e a Humanidade mais consciente, livre e feliz.



15 de mai de 2009

Mamãe


Ser Mãe

O dom foi Deus quem deu
Do amor e da criação
Compreende o não dito
E com a luz da intuição
Vai guiando sua cria
Com zelo e dedicação

De todo incondicional
Seu o amor é uma sina
Sendo do mesmo tamanho
Pra menino ou menina
Este seu belo trabalho
Começa mas não termina

Sendo infinito o amor
Foi Deus quem fez assim
Ela ama para sempre
Todo o mundo diz que sim
Pois não se pode terminar
Trabalho que não tem fim

Dias das Mães/2009
Tarciso Coelho

Inverno 2009 - Açude Castanhão

Jevan siqueira, autor das fotos

Açude Castanhão, responsável por parte das inundações do Ceará neste inverno.

Açude Castanhão


Açude Castanhão


Açude Castanhão

8 de mai de 2009

Mãe

Imagem: Nossa sobrinha Juliana com o filho Nícolas.

... se um dia, já homem feito e realizado, sentires que a terra cede a teus pés, que tuas obras se desmoronam, que não há ninguém à tua volta para te estender a mão, esquece a tua maturidade, passa pela tua mocidade, volta à tua infância e balbucia, entre lágrimas e esperanças, as últimas palavras que sempre te restarão na alma:

" Meu pai, minha mãe..."

Rui Barbosa

28 de abr de 2009

Mamãe


Ser Mãe

O dom foi Deus quem deu
Do amor e da criação
Compreende o não dito
E com a luz da intuição
Vai guiando sua cria
Com zelo e dedicação

De todo incondicional
Seu o amor é uma sina
Sendo do mesmo tamanho
Pra menino ou menina
Este seu belo trabalho
Começa mas não termina

Sendo infinito o amor
Foi Deus quem fez assim
Ela ama para sempre
Todo o mundo diz que sim
Pois não se pode terminar
Trabalho que não tem fim

Dias das Mães/2009
Tarciso Coelho

22 de abr de 2009

Cem anos de Juscelino


Na foto, Tereza Cândida. Monumento a Juscelino em Orós - Ce

Cem anos de Juscelino
(Tarciso Coelho)

Juscelino Kubitscheck
sobrenome de Oliveira
viveu sem fazer besteira
e sem fundo não deu cheque
queira Deus que eu não peque
nem que seja brincadeira
na História Brasileira
o maior homem que existiu
foi ele e outro ninguém viu
em qualquer parte do Brasil

Hoje 100 anos completou
do dia em que veio ao Mundo
não esqueça um só segundo
do que ele ensinou
seja feliz e sempre alegre
a todos tendo respeito
e sempre sendo direito
embaixo do céu de anil
foi ele e outro ninguém viu
em qualquer parte do Brasil

Que bom se o político
que hoje quer mandato
assumisse um contrato
de defender o Brasil
honrando o voto que tivesse
jamais fosse ingrato
e como desiderato
honrado não fosse vil
foi ele e outro ninguém viu
em qualquer parte do Brasil

Vá votar com atenção
no regime democrático
seja um eleitor prático
se melhorar quer o mundo
não esqueça um só segundo
do grande Kubitscheck
que sem fundo não deu cheque
e o progresso garantiu
foi ele e outro ninguém viu
em qualquer parte do Brasil


Tela de Pino

Assim És Como Mulher
(Tarciso Coelho)

Bela, forte e inteligente
És como mulher
Sábia e eloqüente
Vislumbras da vida o que quer

Com forças do coração
Aceitas sofrer calada
Aos filhos com devoção
Amas abnegada

Espero ter-te comigo
Partilhando meu abrigo
Dando-me este prazer

Só o tempo dirá
Quando e como será
Que poderá acontecer

Tela de Pissarro

Fontes de Vida

(Tarciso Coelho)


A nossa percepção,

Juízo e inteligência,

É o que nos conduz

E tem o nome de luz...


A adesão e anuência a Deus,

Seus desígnios e manifestações,

É o que a vida requer

E tem o nome de fé...


A ausência de conflitos íntimos,

Tranqüilidade d’alma e sossego,

É o que a todos apraz

E tem o nome de paz...


A confiança em conseguir,

Aquilo que se deseja,

É o que trará a bonança

E tem o nome de esperança...